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Maus resultados ditam saída de André Makanga no comando técnico do Desportivo da Huíla

 

A direcção do Desportivo do Clube Desportivo da Huíla (CDH) rescindiu, domingo, amigavelmente, o vínculo contratual com o técnico André Makanga, por causa dos maus resultados no Campeonato da I Divisão, vulgo Girabola.

A rescisão aconteceu depois da derrota, ontem, por 0-1, frente ao Progresso do Sambizanga, em jogo referente à 13ª Jornada do Girabola, disputado no Estádio do Ferrovia, na cidade do Lubango. O golo dos visitantes foi marcado por Dax, aos 41 minutos da etapa inicial.

Falando à imprensa no final do jogo, André Makanga disse que é uma pessoa frontal e em função da derrota de quarta-feira, diante do Sagrada Esperança, por 0-1, jogo de acerto à quinta ronda, já tinha tomado a decisão de abandonar o comando dos militares da Região Sul.

“Está em causa o bem vida”, disse, acrescentando: “neste momento não há condições para podermos continuar no comando técnico da equipa. Eu e o meu adjunto temos que salvaguardar o bem vida”, disse.

André Makanga alegou estar a sofrer ameaças de morte no Lubango.

“Eu e o meu treinador adjunto Mário Mendes, agradecemos o carinho de todos durante o nosso curto consulado no Desportivo da Huíla. Também sentimos que estamos sós, ou seja, sem apoio da direcção”, lamentou.

Prosseguindo, disse: “não tivemos apoio de ninguém da direcção para nos defender. Quando assim acontece é complicado. De qualquer maneira, agradecemos por aqui. Com a nossa saída, a equipa vai recuperar os pontos perdidos”, afirmou.

O antigo médio ofensivo da Selecção Nacional deixa a equipa na 12ª posição com 10 pontos. Dos 10 jogos que orientou ganhou dois, perdeu quatro e somou igual número de empates.

O Desportivo da Huíla tem ainda três jogos em atraso, frente ao Sporting de Cabinda, 1º de Agosto e Bravo do Maquis. No jogo da 14ª Jornada, o Desportivo da Huíla defronta o Petro de Luanda, no estádio 11 de Novembro, na capital do país.

 

Rescisão amigável

 

Entretanto, a direcção dos militares da Região Sul, formalizou a rescisão com o técnico.

O vice-presidente do CDH, João Cristóvão Sobral, que prestou a informação, logo após os pronunciamentos do até então técnico André Makanga, negou ter faltado apoio ao treinador.

Em conferência de imprensa, João Cristóvão Sobral explicou que os treinadores vivem de resultados e quando não acontece, o fim é a saída. É o que aconteceu com André Makanga.

Segundo o dirigente, não há motivos para o até então técnico dos militares da Região Sul atirar culpas à direcção.

 “Face aos maus resultados, decidimos rescindir o contrato que vinculava André Makanga com o Clube Desportivo da Huíla”, disse, salientando que foi uma rescisão amigável. “Os treinadores vivem de resultados. Em virtude da ausência dos resultados positivos, decidimos terminar o vínculo contratual, o que é normal”, enfatizou.

Reconheceu que por causa dos maus resultados, André Makanga antecipou à imprensa comunicar o seu abandono do comando técnico da equipa principal de futebol dos militares da Região Sul.

 

Novo treinador é conhecido nos próximos dias

 

João Sobral garantiu que a direcção do clube vai, nos próximos dias, pronunciar-se sobre o novo líder da equipa técnica do único representante das terras altas da Chela no Girabola 2020/2021, que está a ser disputado no novo normal.

 

            Adjuntos internam o comando técnico

 

Sem revelar o treinador interino, João Sobral disse que a equipa técnica é vasta. Explicou que André Makanga não trabalhava sozinho. Informou que um dos membros da equipa técnica vai, provisoriamente, orientar o comando.

João Sobral lamentou os pronunciamentos de André Makanga, ao alegar falta de apoio da direcção do Desportivo da Huíla.

Segundo o dirigente, onde há milhares de adeptos e pela exigência do Desportivo da Huíla, há alguns adeptos capazes de reagir aos resultados negativos e outros não.

“Não foi a direcção que colocou em causa a integridade física do treinador. Não. Quem sai do estado sabe disso. Mesmo no caso de um jornalista que não fala bem da equipa da casa, é mal falado. No futebol as contestações são normais e não pode ser confundido como ameaça de morte”, disse, refutando as acusações de não ter havido apoio durante o consulado de André Makanga. “Não pode ser verdade”, negou.

Desde a chegada de André Makanga, o antigo treinador adjunto Hélder Cruz esteve sempre ausente, alegando afastamento da equipa técnica.